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O PSDB da Bahia estabeleceu o final de maio como prazo máximo para divulgar a decisão sobre a candidatura ao governo estadual. O presidente estadual do partido, deputado federal João Gualberto, tende a anunciar a retirada de seu nome desta frente para disputar a reeleição à Câmara. Deixará, portanto, o caminho livre para José Ronaldo (DEM) liderar o grupo de oposição ao governo Rui Costa (PT). 
A despeito dos percentuais identificados no levantamento, Gualberto tinha a pretensão de se manter na disputa pelo Palácio de Ondina. Contudo, o cenário político se mostra desfavorável ao grupo em caso de duas candidaturas. Os tucanos que disputam a eleição proporcional (deputados federais e estaduais) não são favorecidos com a divisão do grupo.
Entre as poucas certezas que foram formadas ao longo deste mês pós-desistência de ACM Neto (DEM) está a necessidade de lançamento, em 8 de abril, da pré-candidatura tucana como forma de deixar claro ao presidente nacional do DEM que a banda será tocada por todos os integrantes da oposição baiana e que não haverá um “técnico” para escalar time sem entrar em campo. 
Esta missão foi cumprida com êxito, segundo tucanos ouvidos pelo BNews. O entendimento inicial é de que Neto não poderia, após deixar o grupo sem candidato “natural”, ditar como seriam distribuídas as vagas na chapa majoritária. Os tucanos entendem que nacionalmente têm um papel fundamental nas eleições e que precisam ser respeitados como força política e que isto não estava acontecendo por aqui.
Soma-se a isso, o desejo de Gualberto de disputar a eleição majoritária. No entanto, desde o início, o ex-prefeito de Mata de São João, deixou claro que não criaria dificuldades aos candidatos proporcionais. Ao contrário, declarou que ajudaria na formação de uma chapa que levasse o PSDB e aliados a eleger o maior número de deputados federais e estaduais possíveis.
É neste sentido que a retirada de seu nome acontecerá. Nos próximos dias, o empresário conversará com o prefeito ACM Neto e outras lideranças das oposições para construir a saída. Para além, há a compreensão de que as lideranças políticas do interior do estado que não dialogam com o grupo petista, estão “sem rumo”.
Outra certeza é de que Jutahy Magalhães disputará o Senado pelo grupo. O levantamento apontou que o tucano pontua bem e está numa posição que sugere otimismo. Mesmo diante do favoritismo de Rui Costa e consequentemente dos candidatos ao Senado da chapa petista, Jutahy apresenta um bom desempenho na pesquisa.
Há um entendimento de que a eleição de outubro não terá a hegemonia nacional vista nos últimos 28 anos. Desde 1994, PSDB e PT exerceram forte influência, enquanto estiveram no poder, na eleição baiana de modo que os candidatos ao Senado foram eleitos na chapa dos governadores eleitos ao longo do período.
Nesta eleição, a análise mais comum é de que o ex-governador Jaques Wagner é favorito em qualquer cenário devido ao recall eleitoral e a outra vaga está em disputa. Outra hipótese não refutada é de que Wagner não concorra, mas este é um cenário não trabalhado por nenhum dos campos políticos.
“Qualquer definição de estratégia eleitoral será traçada após a construção da unidade entre DEM e PSDB. Antes disso não teremos como discutir composição das duas outras vagas na majoritária e tão pouco a formação da chapa ou chapas proporcionais”, afirma uma fonte do grupo ao BNews.
Enquanto não se resolve a equação das duas legendas, Irmão Lázaro (PSC) vai cantando que será candidato na outra vaga para o Senado. O PRB deve indicar, se assim entender, o vice. Estes dois últimos (PSC e PRB) aguardam o final da homilia tucano-democrata para se posicionarem como mais certezas. 

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