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Guerra de espadas: estudante fica ferida durante ação da PM em Senhor do Bonfim

No último domingo (23), noite de São João, foram registradas “guerras de espadas” na cidade de Senhor do Bonfim (BA), mesmo proibidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A tradicional disputa foi interrompida pela Polícia Militar da Bahia, e a ação policial resultou em um confronto.

O confronto deixou feridos, entre eles a jovem Fabíola de Jesus Cardoso, estudante do curso de Enfermagem do Campus VII da UNEB, em Senhor do Bonfim, que teve o olho esquerdo atingido por uma bala de borracha. A família de Fabíola confirmou a perda da visão do olho atingido pelo disparo.
No confronto, um homem também foi ferido na cabeça, ainda não se sabe se ele era espadeiro. Outra pessoa se queimou durante a guerra de espadas e uma terceira pessoa passou mal depois de inalar muita fumaça.

UNEB lamenta ação da Polícia Militar da Bahia
Em nota oficial divulgada na tarde desta terça-feira (25), a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), lamentou a ação da Polícia Militar, realizada em Senhor do Bonfim, caracterizada pela instituição de ensino como “violenta”.
De acordo com a UNEB, a estudante atingida por uma bala de borracha teve que ser removida para um hospital de referência em Recife (PE). “A Universidade acompanha preocupada a situação de Fabíola. E, infelizmente, conforme informações da família foi confirmado o diagnóstico da perda de visão”, informa a nota.
Ainda de acordo com a universidade estadual, “o momento exige lucidez das autoridades envolvidas já que a prática quase centenária de tocar espadas em Senhor do Bonfim, agora criminalizada, nunca registrou fatos dessa natureza.”
“A cultura de um povo não pode ser alvo de um tratamento que, não bastassem os prejuízos imateriais, ameaçam a integridade física das pessoas”, completa.
Preocupada, a instituição se diz aberta ao diálogo, na busca por uma solução para a situação que envolve diretamente a população bonfinense: “A UNEB, portanto, toma a iniciativa de propor um inadiável e amplo diálogo entre a população, as autoridades e as instituições, no sentido de se buscar soluções para esse impasse, que já dura três anos, com enfrentamentos que, se não resolvidos, trarão consequências ainda piores do que este golpe sofrido por Fabíola e sua família.”
O Blog Waldiney Passos procurou a Polícia Militar da Bahia para saber o posicionamento do órgão de segurança diante da situação ocorrida em Senhor do Bonfim, bem como se a PM-BA tem dado suporte à Fabíola, e quais providências serão tomadas diante do caso. Até o momento não obtivemos respostas.
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