A vida de Iara Carolina Souza de Oliveira, de 29 anos mudou literalmente da noite para o dia há 14 meses. O drama que a moça está vivendo começou em 30 de outubro de 2016, quando sentiu fortes dores de cabeça, tomou um analgésico e foi dormir. No dia seguinte iria acordar totalmente cega e com o corpo paralisado. “Fiquei desesperada. Não sabia o que estava acontecendo e nem como reagir a essa situação. Foi um susto para toda a família”, disse a autônoma, que a partir daquela data teve várias outras dificuldades. Agora espera poder contar com a solidariedade das pessoas para recuperar a visão, o trabalho e ajudar a mãe, que também está com problemas de saúde. Ela precisa de um tratamento realizado apenas fora do Brasil. O local mais barato é na Tailândia.
Os problemas de Iara tiveram início há três anos, quando começou a sentir fortes dores de cabeça. Passou por médicos, que diagnosticaram como enxaqueca. Conseguia controlar as dores com analgésico. Trabalhava como vendedora autônoma, conhecida como “sacoleira”, que são as pessoas que compram roupas em São Paulo para revender na Cidade.
Com o salário, ajudava a mãe, que ficou viúva há quatro anos, e também o irmão mais novo, que estava cursando o ensino médio. No entanto, tudo mudou a partir daquela noite. No início, ela perdeu 100% da visão e ficou com o corpo paralisado. Foi procurar ajuda do Sistema Único de Saúde (SUS) na Santa Casa de Mogi e no Hospital Luzia de Pinho Melo. Ela conta que passou por diversos médicos e foi diagnosticada com um tipo de doença rara chamada neuromelite ótica, que ataca o sistema nervoso central e afeta a visão. Mas não conseguiu médico especialista em Mogi. Também passou em São Paulo pelos hospitais das Clínicas (HC) e Albert Einsten, os mais indicados nessa área. Com o tratamento, recuperou os movimentos do corpo e apenas 15% da visão.
“Em todos os lugares recebi o mesmo diagnóstico. Os médicos confirmaram que é preciso fazer tratamento fora, porque o Brasil não dispõe disso”, reforça. Ela explica que para recuperar a visão é necessário um transplante de células-tronco a fim de regenerar parte do sistema neurológico, atrofiado após sofrer essa espécie de ataque.
“Passei a fazer pesquisas e entre os locais que realizam esse procedimento, o mais barato é na Tailândia, que cobra R$ 100 mil pela cirurgia. Mas para ir até lá preciso de mais R$ 50 mil para levar acompanhante e pagar a estadia”, calcula. A moça procurou O Diário para pedir ajuda na divulgação da campanha que ela faz nas redes sociais a fim de arrecadar verba.
A história de Iara tem ainda outro agravante. A mãe dela, Rita de Cássia Souza de Oliveira, de 56 anos, “inconformada a apreensiva com a situação da filha”, teve um pico de pressão em julho do ano passado e sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Está acamada, com parte do corpo paralisado e chora muito quando fala sobre esse drama familiar. Para complicar ainda mais, apesar de ter passado há dois meses por perícia para solicitar os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os recursos ainda não foram liberados.
Atualmente, a família que reside no Bairro do Caputera vive com um salário-mínimo que Iara recebe do INSS e ajuda de familiares, vizinhos e amigos que se revezam para ajudar as duas na casa. O irmão caçula, Daniel, que agora está com 20 anos, busca emprego.
Iara lançou campanha nas redes sociais e espera conseguir arrecadar esses valores apelando para a generosidade das pessoas. Para conhecer um pouco mais da história dela basta acessar a página no Facebook: Iara Souza Oliver. Ela tem conta poupança na Caixa Econômica Federal (CEF) – 035 013 00036305-2. Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp no telefone 97510-6888.
O Diário

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