Jaguarari Noticias quinta-feira, outubro 13, 2016

Dizem os especialistas em evolução humana que lá um dia o homem chegará a um estágio que considerará prática desprezível o ato de comer animais. Ou, como dizem os mais caústicos, de fazer do estômago túmulo, pela selvageria, mesmo sofistificada em ambientes requintados, que isso enseja.

Os vegetarianos já seriam o embrião dessa tendência. Seria o ato do STF de proibir as vaquejadas o lado institucional do mesmo caminho? Não é o que parece.
A decisão, em essência, diz que as vaquejadas impõem sofrimento aos animais e, por tabela, fere os princípios constitucionais de preservação do meio ambiente.

Ora, bolas. Por aí, derrubar o boi pelo rabo como fazem os vaqueiros nas vaquejadas, é judiar do boi. Mas matar para comer, como se faz com tantos bichos, pode.
Nada a ver com evolução da humanidade, portanto. Parece mais coisa da burocracia jurídica que do alto do seu pedestal fica forjando interpretações para a lei desprezando as incoerências que elas ensejam.

Por agora, ficamos com os vaqueiros.
Na BR-235 - Defensor das vaquejadas, o deputado Daniel Almeida (PCdoB) comemorou anteontem a aprovação, na CCJ da Câmara, de um projeto de lei dele que coloca o nome do trecho da BR-235 entre as divisas com o Piauí e Sergipe de Estrada do Vaqueiro.

Daniel diz que a questão das vaquejadas é cultural. 'Desde menino em frequento'.

Cancela aberta - A decisão do STF foi com relação a uma lei do Ceará, mas com certeza a cancela está aberta para casos similares no resto do país.
Na Bahia, por exemplo, o deputado Eduardo Salles (PP) aprovou na Assembleia uma lei que regulamenta das vaquejadas.

Ela é contestada judicialmente por outro deputado, Marcell Moraes (PV).

'É uma situação dos estados do Nordeste, não é só da Bahia. 74% dos municípios do Nordeste estão com dívidas junto aos seus fornecedores'
Maria Quitéria, presidente da UPB, ao explicar que 30% das prefeituras não terão como pagar o 13º.

'Há limites a partir dos quais calar é covardia e ser delicado, traição!'
Ciro Gomes, ex-governador do Ceará e ex-ministro, criticando a aprovação da PEC do teto dos gastos.

Furdunço tucano

Os tucanos, divididos entre os seguidores de Aécio Neves, senador mineiro, e Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, estão em pé de guerra pela presidência da Câmara.

Os seguidores de Alckmin estão enciumados porque Aécio aposta suas fichas no baiano Antonio Imbassahy e no paulista Carlos Sampaio. Eles dizem que não é bem assim. Tem que ter um alquimista na parada. É 2018 dando as caras no ninho.

Olho grosso

O deputado Robério Oliveira (PSD), prefeito eleito de Eunápolis, está empolgado com o fato da mulher dele, Cláudia, ter sido reeleita prefeita de Porto Seguro e o cunhado Agnelo (irmão de Cláudia) ter sido eleito em Santa Cruz de Cabrália.

Está de olho na União dos Municípios da Bahia (UPB), que arrecada R$ 400 mil por mês.


Em família

Não foi só o deputado Jânio Natal (PTN) que se deu bem com incursões familiares nas urnas deste ano, ao se eleger prefeito de Belmonte tendo como vice o irmão Janival.

O ex-deputado Temóteo Brito (PSD) se elegeu prefeito de Teixeira de Freitas e o filho, Léo Brito (PSD), de Alcobaça.

No sertão, Manoel Luz (PSD) se elegeu em Mucugê e Erivaldo Soares (PSL) em Nordestina. Os dois são irmãos.


POUCAS & BOAS

Caetité viveu momentos de comoção na última semana. O médico Ricardo Ladeia, prefeito duas vezes, disputou a  eleição do dia 2 pelo PSDB e perdeu para Aldo Gondim (PSB) por 2.098 votos. Aí veio o pior: uma semana depois ele morreu em Guanambi, vítima de uma parada cárdiorrespiratória. Ricardo foi um bom prefeito, mas travava intensa luta contra o alcoolismo. Perdeu.

Após a surpreendente derrota, o prefeito de Irecê, Luizinho Sobral (PTN), usou o Face para se pronunciar. Agradeceu aos eleitores e disse que o sucessor, Elmo Vaz (PSB), 'vai encontrar uma prefeitura bem mais organizada que eu encontrei, com o nome limpo na praça'.

O deputado federal João Carlos Bacelar (PTN) apresentou projeto que proíbe a saída temporária da prisão de autores de crimes hediondos ou reincidentes. Acha que, pela gravidade dos atos, não se justifica conceder o benefício.

O Centro de Panificação das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Simões filho, ganhou o prêmio das 100 Melhores Padarias do Brasil, concorrendo com mais de 3 mil estabelecimentos do país, foi a primeira na categoria Padaria Social.

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