Para gerir um pensamento moderno de gestão pública municipal é preciso entender que não há orçamento municipal amplo o bastante para fazer frente à demanda de serviços. Os impostos municipais não são tão elásticos na proporção que qualquer prefeito desejaria e as despesas de custeio oneram, cada vez mais, o orçamento municipal. Se formos esperar pela “reforma tributária” estaremos totalmente perdidos. A solução é usar a criatividade e inovar, como o prefeito Everton Rocha disse em entrevista dada ao Jaguarari On Line. Neste sentido, investir no turismo de Jaguarari é uma saída, uma nova fonte de receita.
Conforme o Instituto BrasilCidade, em primeiro lugar, o turista conjuga quatro verbos: dormir, comer, comprar e visitar. Para Jaguarari, os motivos da visitação são inúmeros:
1. A diversidade dos nossos recursos naturais em geral (que precisam ser revitalizados);
2. Nossas variadas expressões culturais sertanejas; 
3. Nosso futebol e nossas outras atividades esportivas, como o futebol amador, a Copa Rural, a escola de atletismo do Flamengo, dentre outras;
4. Nossos festivos religiosos nos povoados e distritos;
5. Nossa gastronomia, etc.
Ou seja, de modo que nossa cidade possa ser um destino turístico, com uma ou mais motivações.
Durante a visita, o turista consome no hotel ou pousada, no restaurante ou lanchonete, no comércio local, e assim movimenta a economia municipal, distribui renda, gera empregos e impostos. É a dimensão quantitativa do turismo. Ademais, os turistas estão se tornando consumidores exigentes, a demandar das localidades serviços de qualidade, públicos e privados.
Por isso, tanto cabe ao Poder Público investir pesado na segurança pública, na limpeza urbana, no transporte coletivo do interior, na saúde, etc., quanto cabe à iniciativa privada a manutenção dos seus serviços. Uma cidade boa para o turista é ótima para o habitante que nela reside. O turista, se bem atendido, projeta uma imagem positiva, agradável da cidade. É a dimensão qualitativa do turismo.
Vamos aos indispensáveis dados: Segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), o turismo gerou para o Brasil US$ 56 milhões (R$ 175 milhões) em receitas, o que representa 3,3% do PIB, e criou 2,6 milhões de empregos, 2,9% do total. No mundo, foram acumulados US$ 7,6 trilhões (10,2% do PIB global) e 292 milhões de empregos (cerca de 10% do total).
Entendendo isso, vamos partir para a questão: fazer o quê e como? Primeiro de tudo, vontade política, que só agora está havendo. Pois não necessariamente é preciso ter uma Disney, uma Torre Eiffel, nem praias ou rios para sermos uma cidade turística. Basta conhecermos bem a cidade e sua história para que possamos estabelecer sua potencialidade.
Na sequência, planejamento. É preciso construir um Plano Diretor de Turismo, com apoio da população geral, para que ocorra rapidez na sua implementação, esperando perenidade no alcance dos resultados, revisando e atualizando constantemente.
A relação entre investimentos e resultados no turismo é bastante favorável, quando comparada a de outros setores da economia, que custam mais e demoram muito mais. As atividades turísticas, bem planejadas e executadas, trazem retornos no prazo de um mandato apenas, que dirá dois! Pois, como prometido: é preciso fazer 40 anos em 4, urgentemente. Depois, a receita obtida poderá ser revertida em investimentos que, por exemplo, possibilitem a busca pela melhor saúde do interior da Bahia.


UESLLEY RICARDO S. DE SIQUEIRA, graduando em Direito pela Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina.

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