Jaguarari Noticias segunda-feira, agosto 29, 2016
As eleições municipais são, de fato, as mais populares e democráticas realizadas nas  5.570 cidades brasileiras por permitir que a disputa dos cargos tenha a participação do faxineiro mais humilde ao empresário filiados aos 35 partidos registrados no país.
A lista e profissões divulgada no item "Estatística das eleições" do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra isso com detalhes. O leque de profissões dos postulantes  é impressionante, incluindo algumas que, certamente, o cidadão quererá distância depois do pleito: a de agente funerário (popularmente conhecido como papa-defunto) e coveiro.
Os dois ofícios têm uma certa popularidade, principalmente no interior, onde sindicatos de trabalhadores rurais e cooperativas contratam planos funerários para a última hora de seus associados. Na vida real, se eleitos, os profissionais do setor, certamente, não devem enfrentar o "drama" ocasionado com o fenômeno  descrito no livro de José Saramago As intermitências da morte, quando as pessoas pararam de morrer jogando o mercado funerário numa crise extraordinária.
Pelo país, 99 papa-defuntos e 48 coveiros vão disputar as eleições, quase todos buscando vagas nas câmaras municipais. Apenas um, Paulo Lamac, da Rede Sustentabilidade, fugiu à regra e é candidato a vice-prefeito em Belo Horizonte (MG). Assim, ao se dirigir à urna eletrônica, o eleitor poderá encontrar os nomes dos candidatos a vereador Waldomiro do Cimitério (sic), do PV, em Caconde (SP); Beto Coveiro, do PTdoB, em Puxinanã (PB); ou Zequinha do Cimitério (sic), do PSOL, em Cacoal (RO).
Bahia
Na Bahia, dois coveiros e seis agentes funerários vão testar suas popularidades em outubro. Lucas do Pax (PTC), de Itambé, e Paulo do Verde (PRB), de Camaçari, são os candidatos coveiros. Já os agentes são Bang de Buita (DEM), em Lajedão; Noel Abençoado (PEN), em Brotas de Macaúbas; Marinaldo do Pax (DEM), em Andorinha; Márcio Santos (PMN), em Lauro de Freitas; Dalla da Pax (PPS), em Iguaí; e Lauro Pires (PHS), de Ituaçu.
Eletricista, pedreiro, gari, garimpeiro, pescador, escritor, antropólogo, o que se imaginar de profissão está na lista do TSE. A mais frequente em todo o país é a de agricultor, seguido de servidor público municipal, comerciante e empresário.  Na Bahia, o item "outros" é o maior, seguido do agricultor e comerciante. Em Salvador, o item "outros" também é o primeiro. A segunda profissão mais citada é a de "empresário", depois "comerciante".
Astrólogo
Mas os destaques são as profissões curiosas de gente que quer  entrar na política. Veja o caso do candidato a  vereador Mateus Santos Nascimento (PPL), de Juazeiro (BA).  Sendo astrólogo de profissão, certamente os astros já devem ter lhe dado o resultado das urnas.  O flanelinha Guerreiro Rasta (PEN) cansou de olhar carros e resolveu disputar uma cadeira na Câmara de Vereadores de Ilhéus. Biaggio Talento

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